Uma holandesa de 25 anos foi presa por supostamente matar ao menos três de seus bebês nos últimos oito anos, escondendo seus cadáveres no sótão de sua casa, informou a polícia local nesta sexta-feira.
"Uma mulher de 25 anos de Nij Beets (no nordeste da Província de Friesland) foi presa na quarta-feira, suspeita de ter assassinado ao menos três bebês", disse a promotora Annete Bronsvoort em coletiva de imprensa.
A polícia encontrou na quinta-feira maletas no sótão da casa da jovem, onde ela morava com os pais.
Investigações forenses iniciais sugerem que "três das malas continham restos mortais dos bebês", disse Bronsvoort.
FRANÇA
A francesa Dominique Cottrez, 47, confessou ter asfixiado seus oito filhos recém-nascidos, mas negou que o seu marido, Pierre-Marie Cottrez, 45, soubesse dos assassinatos.
O casal foi preso no final de julho, depois que a polícia francesa descobriu os corpos dos bebês enrolados em sacolas plásticas em duas casas na vila de Villers-au-Tertre, no norte da França. A pequena vila tem cerca de 650 pessoas e fica 200 km ao norte de Paris.
Dominique foi acusada de homicídio voluntário de menores de 15 anos e Cottrez responderá por não denúncia de crime e encobrimento de cadáveres.
O que pode se transformar no maior caso de infanticídio da história da França comoveu a pequena cidade, onde alguns de seus habitantes contaram às rádios locais que não conseguiam entender como conviveram com o casal sem desconfiarem do obscuro crime.
Tudo começou quando os novos proprietários do chalé, em cujo jardim foram encontradas partes dos cadáveres, alertaram sobre a descoberta, no sábado (24).
Os novos proprietários da casa, que pertenceu aos pais da suposta assassina, queriam replantar uma árvore e encontraram uma bolsa de plástico com os restos mortais de um bebê enquanto cavavam a terra.
Oficiais das forças de segurança ajudados por cães farejadores confirmaram o infanticídio múltiplo. Outro cadáver foi encontrado no mesmo lugar e outros seis em uma casa próxima, a um quilômetro de distância.
A polícia suspeita de que as mortes tenham começado depois do nascimento das duas primeiras filhas do casal, entre 1989 e 2000. Elas ainda vivem com os pais.
Dominique admitiu primeiramente de ter matado duas crianças logo após seu nascimento há cerca de dez anos, antes de admitir o assassinato de outros seis.