Para evitar que a hora dos T.P.C. seja uma declaração de mal-estar e frustração vale a pena interiorizem que:
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Os pais têm várias funções na vida dos filhos mas a principal é serem pais, ou seja, a sua principal tarefa é educar os filhos, assim como, garantir o seu bem-estar físico, emocional e afectivo.
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Ensinar a ler, escrever e fazer contas não deverá ser tarefa dos pais mas sim da escola e dos professores.
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Cada pessoa aprende de uma forma e a um ritmo só seu. Sendo que uma criança/aluno é uma pessoa, logo, ela terá uma forma e um ritmo próprio para adquirir as aprendizagens.
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Depois de um dia de trabalho/escola o que todos querem é descanso, o que significa que a motivação para os T.P.C. é nula, quer para os filhos quer para os pais que têm que os ajudar.
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Ninguém gosta de levar trabalho extra para fazer em casa, os alunos também não!
Chegados aqui é fácil compreender que no final de um dia de trabalho e de escola, ninguém tem motivação para os T.P.C., e que a sua execução é realizada sob grande contrariedade e um enorme cansaço e esforço anímico. Como as capacidades cognitivas estão diminuídas e a tolerância também, haja resiliência para sobreviver aos T.P.C.
Assim sendo,…
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Antes de começarem os T.P. C. garantam que houve um momento de descontracção e que estão conscientes de como correu o dia de escola da criança. Façam-na sentir que se interessam mais por ela do que pelos T.P.C.
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Incentivem a criança a começar por fazer os trabalhos que são mais difíceis ou que gosta menos. Quanto mais cansada ela estiver menor deverá ser o esforço que terá que fazer.
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Deixem que a criança faça os trabalhos sozinha. Só deverão intervir se ela lhes pedir ajuda. Neste caso, peçam-lhe para lhes explique exactamente o que não está a compreender, qual é exactamente a dúvida que tem. Ao “obrigarem” a criança a explicar a sua dúvida estão a fazer com que ela reflicta melhor sobre a dita e verificarão que muitas das vezes, neste processo, ela vai encontrar, sozinha, a resposta que procura.
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Antes de explicarem seja o que for, peçam à criança para lhes demonstrar como o/a professor/a ensinou na escola. Desta forma vão poder ajudar tendo em consideração a forma como a matéria é transmitida na sala de aula. Esta atitude tem duas grandes vantagens:
1) Obriga a criança a relembrar o que foi explicado na aula e a organizar o raciocínio para lhes transmitir o que foi ensinado mas que ela não conseguiu aprender. Neste processo ela transmite como é o seu raciocínio e lógica sobre a matéria. Se corrigirem o raciocínio e a lógica (mostrarem outra forma de pensar sobre o assunto) que ela está a ter é meio caminho para que a criança, “per si”, encontre a resposta para a sua dúvida;
2) Se a orientação/explicação for ao encontro da abordagem que o/a professor/a fez na aula ajuda a não criar mais confusão na “cabeça” da criança e a evitar que ela pense/diga qualquer coisa do género “a professora não ensinou assim, tu não percebes nada disto”.
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Nunca terminem os T.P.C. sem uma palavra positiva, sem um gesto de afecto e reforço pelo trabalho realizado. Se a criança necessitou de ajuda é porque a “coisa” não estava a ser fácil. Pensem sempre que a criança é uma pessoa e qualquer pessoa gosta de receber elogios, principalmente, quando teve um esforço extra para ultrapassar uma dificuldade.
Não se esqueçam cada criança é única e não traz manual de instruções, é nas dificuldades do dia-a-dia que ela se vai descobrindo e dando a conhecer.
Estejam atentos!
Xi Coração
Dra. Catita
(Isabel Soares-Psicóloga Educacional)
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