É de tal forma esta falta de comunicação com a nossa «entidade física», um problema que se agrava nos países ocidentais, segundo os especialistas, que os ginecologistas se queixam de que é cada vez mais difícil explicar às mulheres como podem reconhecer os sinais da sua fertilidade, esbarrando com uma parede de vergonha e desconforto.
Da mesma maneira que encontram cada vez mais futuras mães que pedem uma cesariana, não por terem medo da dor, mas porque toda a ideia do parto as repugna. O mesmo sentem as enfermeiras que contam que há muitas mulheres que se recusam a dar de mamar, genuinamente angustiadas com aquela nova «função física».
Somos criaturas ainda mais complicadas do que parecemos. A civilização, dizia um artigo da Psychology Today, afastou-nos do nosso corpo, que queremos bonito por fora, mas «desinfectado» por dentro. O nosso desejo de controlo de tudo, sobretudo do que se passa lá dentro e não vemos, é uma forma de combater a ansiedade e o vazio que tantas vezes nos enche, defendem os especialistas ouvidos.
Mas embora a irracionalidade e o medo raramente se combata através de argumentos lógicos (era tão fácil se fosse só assim), talvez a ciência possa ajudar um bocadinho.
Se está prestes a ter um filho saiba que um novo estudo publicado no Journal of Obstetrics, e citado pela BBC, veio revelar que as mulheres que dão de mamar, para além de beneficiarem o bebé, estão a reduzir o seu próprio risco de sofrer de problemas cardíacos, cancro do peito e do ovário e osteoporose.
Para além de que recuperam muito melhor a forma física pós-parto, porque a verdade é que até agora ninguém conseguiu ser mais inteligente do que a própria natureza.
in Destak.pt