Participaram no estudo 2.000 adolescentes de 12 a 17 anos, acompanhados durante três anos e questionados sobre os seus hábitos sexuais e preferências televisivas.
A pesquisa testou que os jovens expostos a conteúdos eróticos na TV correm um risco de passar por uma gravidez precoce nos três anos seguintes à exposição. Na opinião da sexóloga Mara Pusch a cenas de beijo nos programas , em que há carinho, não precisam ser proibitivas, até porque se corre o risco de o jovem crescer com a imagem de que sexo é feio, vergonhoso. O problema é que muitas vezes ele é associado à pornografia, soa mais como agressivo do que afectivo”, analisa.
Segundo Mara, apelos eróticos externos ajudam a encurtar a infância. “Meninas expostas a esses estímulos têm a menstruaação mais cedo, os estímulos fazem com que a criança adolesça mais cedo: algumas falam em ‘beijar na boca’ aos três anos! Essas crianças, embora não tenham a resposta sexual que depende dos hormônios, repetem comportamentos”, diz.